“Receitas Vegetarianas”

Receitas Vegetarianas
http://www.pratofeito.com.br/modules/recipe.php?topicid=75
Macarrão de Arroz com Legumes
Lasanha Vegetariana
Brotos Refogados
Torta de Espinafre
Hambúrguer Saudável
Manteiga de Amendoim
Espaguete Alho e Óleo
Aspargo Assado
Tofu Mexido
Suflê de Legumes
Pão de Azeitona
Panqueca Integral
Fritada Chinesa
Curry com Lentilha
Bolo Salgado de Tomate e Cebola
Feijoada Vegetariana
Empanado de Couve-Flor
Escarola Crocante
Folha Empanada
Frigideira de Arroz
Frigideira de Brócoli
Brócolis Gratinado
Flores Gratinadas
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pt.wikipedia.org/wiki/Pizza
www.vegetarianismo.com.br/receitas/30-receitas-com-soja.html
www.vegetarianismo.com.br/receitas/receitas.html
www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=category§ionid=13&id=16&Itemid=38
www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=category§ionid=16&id=121&Itemid=123
www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=category§ionid=16&id=117&Itemid=118
www.vegetarianos.com.br/semcruel.htm
www.vegetarianismo.com.br/receitas/30-receitas-com-soja.html
www.vegetarianismo.com.br/receitas/receitas.html
www.orkut.com/Community.aspx?cmm=93613
www.netmenu.pt/mreceitas.asp?receita=true&tipor=Vegetarianas&tr=13
www.netmenu.pt/mreceitas.asp?receita=true&tipor=Massas&tr=7
www.pratofeito.com.br/modules/recipe.php?topicid=75
www.pratofeito.com.br/modules/recipe.php?topicid=35
www.galpenergia.com/Galp+Energia/Portugues/Produtos+e+Servicos/em+casa/guia+util/receitas/vegetarianas/historico_noticias.htm
www.netmenu.pt/mreceitas.asp?receita=true&tipor=Vegetarianas&tr=13
tudogostoso.uol.com.br/categorias/massas.php
receitasvegetarianas.wordpress.com/tag/receitas/receitas-com-seitan/
Bom Apetite!!
“Links Importantes e Sites Relacionados”
Sociedade Vegetariana Brasileira
Alguns Sites que visitei e achei importantes, com muita informação:
(tem artigos mt interessantes e importantes)
- Vitamina B12 e vegetarianismo:
GUIA VEGANO
Tudo, ou quase tudo sobre a Vitamina B 12 (Cobalamina)
Autor: Dr Eric Slywitch
Alimentos Enriquecidos com B12
Empresas que não testam em animais (Lista PEA)
Nutricionista ou Médico vegetariano na sua cidade
Vegetarianismo
Autor: Dr. George Guimarães
Veganismo
Autor: Dr. George Guimarães
Alimento primordial
Autor: Dr. George Guimarães
ALIMENTOS NATURAIS:
Conceituação e Percepções
Luiz Eduardo Carvalho
Prof. da Faculdade de Farmácia da UFRJ
Quinoa: a Semente da Hora!
Por Drª Marília Fernandes, nutricionista
Total Salute Nutrição & Estilo de Vida -
INTERESSANTE PARA ESPORTISTAS, ALÉRGICOS AO GLÚTEN OU AMANTES DE UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
Receitas sem carne, ovo ou leite
RECEITAS SEM CRUELDADE
A DA-Receitas Sem Crueldade tem por objetivo ajudar pessoas que adotaram ou querem adotar uma dieta sem crueldade, ou seja, vegetariana (sem carne) ou vegan (sem nenhum produto animal).
A lista não discute a validade dessas dietas e somente mensagens com receitas serão aprovadas. Nosso tema é apenas culinário. A intenção é ajudar aqueles que querem parar de comer carne mas não estão habituados a cozinhar sem ela.
Vegetarianismo
Vegetarianismo é um regime alimentar baseado fundamentalmente em alimentos de origem vegetal.
Os vegetarianos excluem da sua dieta carne e peixe, bem como alimentos derivados (ex., gelatina feita com base em ossos animais).
Os ovo-vegetarianos consomem também ovos, e os lacto-vegetarianos leite e lacticínios.
Os vegetarianos puros excluem da sua alimentação todo e qualquer alimento de origem animal, ou com ingredientes de origem animal.
Os veganos excluem todos os produtos de origem animal não só da sua dieta como de tudo o que consomem, incluindo cosméticos, vestuário e calçado, entre outros produtos.
O nome vegetariano não origina da base da alimentação vegetal mas da expressão latina “vegetus”, que significa “forte”, “vigoroso”, “saudável”.
A União Vegetariana Internacional define vegetarianismo como “a prática de não comer carne, aves, peixes ou seus subprodutos, com ou sem uso de laticínios e ovos.”
Razões para ser vegetariano!

Há diversas razões que levam uma pessoa a adoptar uma dieta vegetariana, designadamente as seguintes: de saúde, ecológicas, éticas, econômicas e religiosas.
Razões de Saúde
Por aconselhamento médico ou por auto-iniciativa, esta é uma motivação para muitas pessoas seguirem um regime vegetariano. Uma dieta vegetariana equilibrada é geralmente eficaz em equilibrar os níveis de colesterol, reduzir o risco de doenças cardio-vasculares e também evitar alguns tipos de cancro, entre outras razões.
Outro aspecto relevante prende-se com a qualidade dos produtos animais que chegam ao mercado. Os animais criados para consumo humano são alimentados com uma quantidade significativa de hormonas de crescimento e antibióticos para resistirem às doenças, sendo a carne que chega à mesa, muitas vezes, de má qualidade. Por outro lado, a poluição dos mares e rios torna o peixe igualmente inseguro. Um terceiro ponto, nas razões de saúde, são as recorrentes crises da indústria alimentar, como a das vacas loucas ou a da gripe aviária, que levam muitas pessoas a adoptar uma dieta diferente.
Razões ecológicas
A motivação aqui é racionalizar a utilização dos recursos naturais para a obtenção de alimentos. Um vegetariano reduz um elo da cadeia alimentar, tornando-a mais eficiente e, consequentemente, reduzindo o impacto ambiental da sua alimentação. Para produzir carne é necessário cultivar plantas, que alimentam o gado, que por sua vez irá alimentar o Homem. Durante o passo de alimentação do gado foram gastos recursos como a água, energia e tempo, que poderiam ter sido poupados se o Homem consumisse directamente os vegetais. Exemplo: Para produzir 1 kg de carne bovina são gastos aproximadamente 15 mil litros de água (incluindo a rega das plantas, a higiene do animal, etc); para produzir 1kg de soja são gastos menos de 1500litros de água, cerca de 10%. A economia de água é, portanto, superior a 90%, sem que o bife traga necessariamente um valor acrescentado significativo relativamente ao cereal.
Razões éticas
Muitos vegetarianos não concebem o homem como superior ao animal, do ponto de vista do direito à vida. Ou seja, não é justo tirar a vida a um animal para alimentar uma pessoa, especialmente quando a vida dessa pessoa não depende da vida do animal. Portanto, devem co-existir os dois. Outro aspecto prende-se com a forma como os animais são tratados. Os animais produzidos pela indústria agro-pecuária moderna são confinados em pequenos espaços, alimentados de forma artificial e tratados por vezes de forma brutal durante o transporte ou antes do abate.
Razões econômicas
A base alimentar do Vegetarianismo consiste em alimentos de um nível inferior da cadeia alimentar, os legumes, frutos e grãos, mais baratos do que a carne ou o peixe, quando de qualidades comparáveis. Os alimentos vegetarianos processados, como o tofu ou o seitan são muitas vezes produzidos pelos próprios consumidores em casa. As razões econômicas não costumam, isoladamente, motivar uma pessoa a adoptar a dieta vegetariana, mas contribui muitas vezes, a par de outras motivações, para a mudança de regime alimentar, ou a sua manutenção.
Razões espirituais
As motivações religiosas são, muitas vezes, revestidas de grande complexidade. Budistas, Hindus e Adventistas do sétimo dia são tipicamente conotados com o Vegetarianismo, mas as motivações não são necessariamente imposições religiosas (isto é, comer carne não é necessariamente visto como um pecado, por exemplo). Muitos Budistas preferem a dieta vegetariana porque defendem a não-violência, o que é, portanto, uma motivação ética. Muitos Adventistas escolhem e aconselham a dieta vegetariana porque a vêem como mais saudável e, portanto, vantajosa para o corpo terreno - o que é, consequentemente, uma motivação de saúde.
Vegetarianismo é um regime alimentar baseado fundamentalmente em alimentos de origem vegetal.

Os vegetarianos excluem da sua dieta carne e peixe, bem como alimentos derivados (ex., gelatina feita com base em ossos animais).
Os ovo-vegetarianos consomem também ovos;
Os lacto-vegetarianos leite e lacticínios.
Os vegetarianos puros excluem da sua alimentação todo e qualquer alimento de origem animal, ou com ingredientes de origem animal.
Os veganos excluem todos os produtos de origem animal não só da sua dieta como de tudo o que consomem, incluindo cosméticos, vestuário e calçado, entre outros produtos.
O crudivorismo é o adjetivo dado a quem é vegetariano estrito ou completo (vegan), ou seja, não consome nada de origem animal, e além disso, seus alimentos não são cozidos.
Nada pode ser preparado ao fogo, por esse tipo de preparação causar uma incrível perda de nutrientes.
Não quer dizer, necessariamente, que se coma apenas alimentos crus.
Existem processos de preparação que não causam essa perda de nutrientes, como a desidratação dos alimentos.
O frugivorismo é uma dieta à base de frutas cruas ou cozidas.
É uma alimentação que não implica a morte da planta.
Esta dieta é uma das mais altas expressões do vegetarianismo, pois é um sistema de alimentação que não oferece contradições em nenhum dos aspectos que normalmente se têm em conta numa alimentação mais saudável, como sejam: ético, moral, religioso, ecológico, medicinal e nutricional
O veganismo é uma filosofia de vida motivada por ética e respeito aos direitos dos animais que procura evitar qualquer sofrimento desnecessário.
Os veganos não consomem quaisquer produtos de origem animal (alimentares ou não alimentares), nem usam produtos que tenham sido testados em animais ou incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufactura.
Embora a filosofia vegana tenha sido praticada desde há milhares de anos, por pequenas comunidades ou indivíduos, o termo vegan (mais tarde traduzido para o português vegano), foi usado pela primeira vez em 1944, pela Associação Vegetariana Inglesa.
Muitos veganos começaram por ser vegetarianos, tornando-se mais tarde veganos por razões éticas. De resto, as suas motivações coincidem, muitas vezes, com as dos vegetarianos.
Alguns dos produtos que os veganos não consomem incluem: alimentos com ingredientes de origem animal; artigos de pele, lã e afins; medicamentos e cosméticos testados em animais; serviços que impliquem exploração de animais.
Filmes:
Meet your Meat (Conheça sua Carne)
Earthlings (Terráqueos)
Chew on This (Pense Nisso)
A Carne é Fraca tem causado polêmica e de uma forma geral tem ganho adeptos em todo o mundo.
Instituto Nina Rosa - projetos por amor à vida.
Como ser um bom vegetariano
Embora a alimentação seja um fator importante para mantermos a saúde, ela não é o bastante por si só. Se uma pessoa é vegetariana, mas não toma sol e passa a vida sentada em ambientes confinados, se não mastiga direito, abusa de doces, de alimentos fritos ou gordurosos ou se, além disso, fuma ou usa bebidas alcoólicas (o que é raro entre os vegetarianos), ou, ainda, entrega-se a trabalhos excessivos e passa noites mal dormidas, evidentemente o seu vegetarianismo não valerá muito. Além disso, o fator moral e o equilíbrio sexual e emocional desempenham papel importantíssimo na saúde física e mental do indivíduo.
Ser um bom vegetariano não é, simplesmente, suprimir o uso da carne. É necessário ter-se conhecimentos gerais acerca da Ciência da Nutrição, a qual, embora em desenvolvimento, já nos fornece um conjunto de conhecimentos fundamentais.
Outros pontos importantes a serem considerados
* Coma calmamente, em ambiente tranquilo e aprazível tanto quanto possível.
Se estiver muito apressado, ansioso ou nervoso é melhor não fazer a refeição ou comer o mínimo.
* Mastigue bem os alimentos. Na saliva estão contidas enzimas (ptialina) essenciais ao processo digestivo.
* Não beba, ou beba o mínimo durante as refeições.
* Evite comidas e bebidas muito quentes ou geladas, elas também perturbam a digestão.
* Procure com bom senso e gradualmente aplicar a seguinte regra genérica:
utilizar alimentos crus, naturais e integrais, de fontes vegetais e não animais, e evitar alimentos cozidos, industrializados e refinados.
* Não misture muitos alimentos numa mesma refeição. Como disse Hipócrates, “os manjares muito variados e diferentes guerreiam entre si no corpo, porque um já está digerido enquanto que o outro ainda não está.”
* Procure aumentar seus conhecimentos científicos a respeito da nutrição. É melhor um conhecimento deficiente que nenhum.
* Procure andar calmamente após as refeições. Sempre que possível busque estar ao ar livre, bem como banhar-se ao sol, ainda que por poucos minutos, de preferência na primeira parte da manhã ou à tarde, com sol não muito forte.
* Ao mudar qualquer hábito alimentar, sobretudo ao tornar-se vegetariano, faça-o progressivamente. Mesmo que seja apenas a mudança para o pão integral ou coisas simples assim, inicie com pequenas quantidades e aumente segundo sua tolerância.
* Principais vícios do vegetarianismo desinformado: excesso de comidas fritas e gordurosas e excesso de massas, farinhas e doces.
Razões para uma dieta vegetariana!

Entre outras razões para adotarmos uma dieta vegetariana destacam-se as seguintes: anatômicas e fisiológicas; higiênicas, de saúde, econômicas, estéticas, ecológicas, éticas, espirituais e religiosas.
1. Anatômicas e fisiológicas
O estudo comparativo da anatomia e fisiologia dos animais carnívoros, herbívoros e frugívoros demonstra que a dieta frugívora e herbívora é mais adequada ao homem. Os seguintes dados são um resumo de tais estudos.
Carnívoros
1. Têm garras.
2. Não têm poros. Transpiram pela língua.
3. Dentes caninos frontais alongados, fortes e pontiagudos para rasgar a carne.
4. Ausência de dentes molares posteriores para triturar alimentos. 5.
Glândulas salivares pequenas na boca (glândulas bem desenvolvidas são necessárias na pré-digestão de cereais e frutas).
6. Saliva ácida.
7. Ausência de ptialina, enzima responsável pela pré-digestão dos cereais.
8. Trato intestinal 3 vezes o tamanho do corpo, para que a carne em decomposição possa ser eliminada rapidamente.
9. Estômago simples e arredondado.
10. Forte concentração de ácido clorídrico no estômago, para digerir a carne.
11. Cólon liso.
12. Urina ácida.
13. Mandíbula alongada para a frente.
14. Alimento: carne.
Frugívoros
1. Não têm garras.
2. Transpiram através de milhares de poros.
3. Ausência de dentes caninos frontais pontiagudos.
4. Dentes molares posteriores achatados, para triturar.
5. Glândulas salivares bem desenvolvidas, necessárias à pré-digestão de cereais e frutas.
6. Saliva alcalina.
7. Profusão de ptialina.
8. Trato intestinal 10 a 12 vezes o comprimento do corpo. 9. Estômago com um duodeno como segundo estômago.
10. Ácido do estômago 20 vezes menos concentrado que nos carnívoros.
11. Cólon convoluto.
12. Urina alcalina.
13. Mandíbula curta.
14. Alimento: frutas e nozes.
Herbívoros
1. Não têm garras.
2. Transpiram através de milhares de poros.
3. Ausência de dentes caninos frontais pontiagudos.
4. Dentes molares posteriores achatados, para triturar.
5. Glândulas salivares bem desenvolvidas, necessárias à pré-digestão de cereais e frutas.
6. Saliva alcalina.
7. Profusão de ptialina.
8. Trato intestinal 10 a 12 vezes o comprimento do corpo. 9. Estômago em três ou quatro compartimentos.
10. Ácido do estômago 20 vezes menos concentrado que nos carnívoros.
11. Cólon convoluto.
12. Urina alcalina.
13. Mandíbula levemente alongada.
14. Alimento: grama, ervas e plantas.
Homem
1. Não tem garras.
2. Transpira através de milhares de poros.
3. Ausência de dentes caninos frontais pontiagudos.
4. Dentes molares posteriores achatados, para triturar.
5. Glândulas salivares bem desenvolvidas, necessárias à pré-digestão de cereais e frutas.
6. Saliva alcalina.
7. Profusão de ptialina, para pré-digerir cereais.
8. Trato intestinal 10 a 12 vezes o comprimento do corpo. 9. Estômago com um duodeno como segundo estômago.
10. Ácido do estômago 20 vezes menos concentrado do que nos carnívoros.
11. Cólon convoluto.
12. Urina alcalina.
13. Mandíbula curta.
14. Alimento: deveria viver de cereais, vegetais, frutas e nozes.
Como vemos, os animais mais próximos do homem, anatômica e fisiologicamente, são frugívoros ou herbívoros. Várias características indicam diferenças pronunciadas entre os animais herbívoros e frugívoros e os carnívoros, mas vale a pena destacar o comprimento do intestino, que nos carnívoros é aproximadamente 3 vezes o comprimento do corpo enquanto que no homem é cerca de 12 vezes. Isto faz com que os carnívoros tenham uma digestão bastante rápida, eliminando a seguir tudo o que não é absorvido. Já o homem tem uma digestão muito lenta, por ter um intestino longo. Isto faz com que a carne, que já estava em processo de decomposição desde a morte do animal, continue a decompor-se no interior de seu intestino, causando muitos problemas de saúde por causa das toxinas liberadas, irritações causadas etc.
Um dos melhores indicadores de que a alimentação vegetariana é mais apropriada ao homem, contudo, são os muitos benefícios para a saúde encontrados em dietas à base de vegetais e as inúmeras enfermidades ligadas ao consumo da carne. Além disso, pela análise química e comparação das propriedades nutritivas dos vegetais e da carne, observamos que é possível obtermos do reino vegetal o suficiente para a constituição dos tecidos e a nutrição do corpo.
2. Higiênicas
A carne deteriora-se com enorme rapidez. A decomposição inicia imediatamente após a morte e só é percebida pelo olfato quando já alcançou um estado avançado. É a principal fonte de putrefações intestinais; mesmo cozida contém toxinas microbianas em grande quantidade. Além disso, pela sua própria composição, favorece a proliferação de micróbios nos intestinos. A média de gérmens, de 65.000 por mm3 de fezes no carnívoro, baixa para 2.000 por mm3 no vegetariano. Esses gérmens extinguem os gérmens saprófitas, benfeitores, daí a freqüência de apendicite, diverticulite, colite e enterite, entre os carnívoros.
Os carnívoros produzem fezes e suores fétidos, e têm seu paladar e olfato embrutecidos para os sabores delicados e fragrâncias sutis.
3. De saúde
Do ponto de vista da saúde o regime vegetariano é amplamente favorável.
Segundo a Dra. Jacqueline André (André, 1990), o consumo excessivo de carne é nocivo por muitas razões:
* A carne é rica em gorduras, favorecendo, portanto, a ateromatose e o infarto do miocárdio, os cânceres colorretais e a obesidade.
* O fato de ser rica em colesterol faz dela uma causa de cânceres hormonodependentes (mama, próstata, útero).
* Seu alto teor de protídios pode torná-la um fator de insuficiência renal.
Além disso, o cozimento prolongado ou sob altas temperaturas de suas proteínas provoca a formação de agentes mutagênicos, que podem iniciar um câncer.
* O fato de ser rica em ácidos nucléicos faz dela um fator de cálculos urinários, hiperuricemias e gota.
* Os resíduos de antibióticos nela contidos podem, muito freqüentemente, causar alergias.
* Os antibióticos, de cujo uso (veterinário ou a título de aditivos
alimentares) a preparação industrial da carne necessita, são um fator de resistências transferíveis.
* A rápida impressão de saciedade que sua ingestão provoca pode levar o consumidor a reduzir exageradamente a porção de fibras vegetais em sua ração alimentar, o que é, sobretudo, um fator de constipação, de diabete e de cânceres colorretais.
* Aquele que retira o essencial de suas proteínas da carne freqüentemente negligencia o consumo de leguminosas; disso podem resultar carências de magnésio, responsáveis principalmente por distúrbios do ritmo cardíaco, depressões nervosas e oxalato na urina.
O Dr. Alberto Lyra (Lyra, 1973) aponta os seguintes inconvenientes da carne como alimento:
* Alimento anti-natural. O homem não fabrica amoníaco para neutralizar os ácidos resultantes do metabolismo cárneo, como o fazem os carnívoros.
* Alimento tóxico. A carne é um veneno lento mas seguro. Ela possui toxinas (venenos), resultantes da decomposição cadavérica, e outras resultantes do metabolismo animal, que ficam retidas e produzem mais toxinas pela desassimilação nos intestinos.
* Alimento acidificante. Produz ácidos fosfórico, sulfúrico e úrico, causadores de acidificação humoral e de irritações esclerosantes. As proteínas em excesso são acidificantes e mucógenas.
* Alimento desmineralizante. Os ácidos produzidos pela carne produzem desmineralização ao serem neutralizados no organismo.
* Alimento excitante. A carne é um excitante muito forte, equiparável ao álcool, devido às substâncias tóxicas e extrativas dela provenientes. A sensação de vigor é esgotante, o que faz reclamar mais excitantes (álcool, açúcar, mais carne etc). Há aparência de vigor, devido à excitação, e cria um apetite enganador, porque faz repelir os alimentos suaves. Daí a depressão inicial naqueles que abandonam o uso da carne. Devido ao seu poder excitante, que faz gastar as reservas vitais, e ao seu poder tóxico, a carne é um dos fatores da abreviação da vida.
* Alimento que contribui para o aparecimento de diversas doenças e degenerações humanas. Apendicite, arteriosclerose, artritismo, eczema, enterite, gastrite, nefrite, reumatismo, úlcera gástrica, vegetações adenóides. Transmissor de doenças contagiosas e parasitárias. Brucelose, intoxicações alimentares, salmonelose, tênia (solitária), triquinose, tuberculose. No decurso de moléstias do fígado, dos rins, dos intestinos, da pele, de perturbações nervosas, não há melhor regime do que o vegetariano.
4. Econômicas
Do ponto de vista econômico, os cereais representam a escolha lógica como alimento principal. No Brasil, segundo dados fornecidos pelo IBGE e técnicos em agricultura (Instituto Cepa), um boi precisa de 3 a 4 hectares de terra e produz em média 210 quilos de carne, no período de 4 a 5 anos.
Neste mesmo tempo e nesta mesma quantidade de terra, colhe-se, no Brasil, em média, 19 toneladas de arroz. Ou 8 toneladas de feijão; ou 34 toneladas de milho; ou 32 toneladas de soja; ou 23 toneladas de trigo. Isto sem dizer que podemos obter 2 ou até 3 safras por ano destes cereais combinados, o que evidentemente aumenta o volume da produção, e também sem considerar que a produtividade destes cereais pode ser aumentada, e muito.
Assim, tomando por referência a proteína contida, por exemplo, no arroz (8%), comparada àquela que é encontrada na carne (18,6%), chegamos ao seguinte: se criarmos boi nas 3,5 hectares e nos 4,5 anos em média que ele precisa para estar apto a ser consumido, teremos 39 quilos de proteína. Se plantarmos arroz nesta mesma quantidade de terra e no mesmo período de tempo, obtemos 1.520 quilos de proteína. Um homem de 70 quilos consome cerca de 70 gramas de proteína por dia. Isto significa que se criarmos gado, teremos proteína para cerca de um ano e meio, enquanto que se plantarmos arroz teremos proteína para alimentar este homem por cerca de 60 anos.
Dizendo de outro modo, isto representa multiplicar por 40 o número de pessoas que poderiam ser alimentadas.
Também é digno de nota o fato de que 85% do milho produzido no Brasil destina-se à alimentação de animais. Ou seja, além de o gado produzir menos alimento, ainda consume cereais e pasto.
Como regra geral é mais barato comprar proteína proveniente do reino vegetal do que a quantidade equivalente do reino animal. Mas o custo do alimento não é o único fator a ser considerado. Existem custos indiretos, inclusive custos médicos e outros ligados ao tratamento das águas, redução dos efeitos da poluição etc.
5. Estéticas
O comércio de carne é uma das principais fontes de grosseria e brutalidade que há no mundo. O vegetarianismo promove beleza, refinamento e cultura. A comparação dos horríveis espetáculos, sons e odores de um matadouro, com a beleza e o perfume de uma horta ou de um pomar não deixa lugar a dúvidas quanto a esta questão.
6. Ecológicas
A criação de gado devasta imensas áreas verdes naturais. O homem provoca desequilíbrio na Natureza ao alterar processos evolutivos normais de animais e vegetais. A demanda por carne barata é uma das principais causas da destruição das florestas tropicais e outras florestas em todo o mundo. Isto contribui para a extinção das espécies e a desertificação, além da poluição causada pelo dióxido de carbono.
Estudos recentes realizados nos Estados Unidos revelam que o rebanho bovino é responsável por pelo menos 12% do gás metano (uma das substâncias que mais influenciam no aumento da temperatura no planeta - efeito estufa) liberado para o meio ambiente. A indústria da carne é um dos agentes mais poluidores e que mais consomem água. O solo fértil também sofre com a criação de gado, que é uma das causas de seu esgotamento.
7. Éticas
Do ponto de vista ético a carne em nossa mesa implica em crueldade aos animais, bem como crueldade ao próprio ser humano, uma vez que sua produção é antieconômica e a quantidade de alimento produzido em uma mesma extensão de terra é muito menor do que quando dedicada à lavoura. Portanto, em um mundo onde a fome ainda é uma REALIDADE para grande parte da família humana, torna-se, o comer carne um hábito totalmente inaceitável.
O homem incorre numa irresponsabilidade com relação ao sofrimento derivado do uso de alimentos em cuja composição entra a carne. Não são apenas os terrores do matadouro, mas, ainda, os horrores preliminares do transporte em caminhões, trens e navios, a privação de alimento, a sede, as longas experiências de terror que estes pobres seres têm de sofrer, para a satisfação do apetite do homem.
8. Espirituais
Do ponto de vista do aperfeiçoamento do corpo humano com vistas à realização espiritual, verdadeira finalidade de nossa existência, a carne também é totalmente rejeitada, seja porque não é um alimento de propriedades intrínsecas que favoreça a harmonia, o equilíbrio, o ritmo e a perseverança, que o espírito requer e busca, seja porque a compaixão, qualidade inerente ao florescer espiritual também a exclui. Por tudo isto, ou simplesmente, pelo motivo mais pessoal, porém também legítimo, de ter-se uma existência mais saudável e duradoura, a carne é invariavelmente desaconselhada.
É difícil compreender que alguém possa associar uma conduta espiritual e um corpo puro com o consumo de carne, cuja obtenção necessariamente causa grande sofrimento físico e emocional aos animais.
É preciso salientar, contudo, que a pureza de vida é somente um meio para um fim; a pureza do corpo, sozinha, não leva à espiritualidade, assim como um violino não pode produzir boa música por si mesmo. Alguns fazem deste princípio um fetiche e é patético ver estas pessoas confinarem à esfera da cozinha todos os seus esforços para a espiritualização de suas vidas.
9. Religiosas
O vegetarianismo é prática muito antiga, salientado nos fundamentos das grandes religiões. Estudos realizados sobre o conteúdo dos intestinos de múmias do antigo Egito demonstram que suas dietas eram compostas basicamente de vegetais. Os egípcios são conhecidos como “comedores de pão”. As verdadeiras Escolas de Mistérios possuem como um de seus preceitos a purificação, incluindo a prática vegetariana. A comunidade de Pitágoras era vegetariana, inclusive Hipócrates, o Pai da Medicina. São vegetarianos os budistas, hinduístas e os jainistas.
Disse Buda: “Feliz seria a terra se todos os seres estivessem unidos pelos laços da benevolência e só se alimentassem de alimentos que não implicassem em derramamento de sangue.
Os dourados grãos, os reluzentes frutos e as saborosas ervas que nascem para todos, bastariam para alimentar e dar fartura ao mundo.”
No Mahabharata encontramos: “Pode haver alguém mais cruel e egoísta do que aquele que aumenta a carne de seu corpo comendo a carne de animais inocentes?” e “Aqueles que desejam possuir boa memória, beleza, vida longa com saúde perfeita, força física, moral e espiritual devem abster-se de alimentos cárneos;” e ainda: “Virtude das mais sublimes consiste em não matar animais.”
A Bíblia contém muitas passagens em defesa do vegetarianismo: “Não queiras destruir a obra de Deus por causa da comida. Todas as coisas na verdade são limpas: mas é mau para o homem que come com escândalo. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem coisa em que teu irmão acha tropeço, ou se escandaliza, ou se enfraquece.” (São Paulo aos Romanos, 14: 20, 21); “Para as alimárias produzis o feno, E as plantas para o uso do homem.” (Salmos,
103: 14); “. . . e tu terás por sustento as ervas da terra.” (Gênesis: 3:
18); “Eis aí vos dei eu todas as ervas, que dão as suas sementes sobre a terra; e todas as árvores que têm as suas sementes em si mesmas, cada uma segundo sua espécie, para vos servirem de sustento a vós.” (Gênesis: 1, 29).
Comunidades cristãs primitivas foram abstêmias de carne, como os Essênios, Nazarenos, Terapeutas, Gnósticos, e outras ordens, como os Trapistas da França.
Platão, Plotino, Porfírio e os neoplatônicos defendiam o vegetarianismo.
Clemente de Alexandria escreveu sobre o “estúpido costume de comer muito e alimentos cárneos.” É seu o dito: “Muitos homens vivem para comer, mas o verdadeiro sábio come para viver.”
Confúncio disse: “Pudesse todo aquele que ouvisse o grito de um animal sendo morto jamais comer de sua carne.”
“NAMASTÊ”
Vegetarianismo

É considerada vegetariana a pessoa que elimina de seu cardápio o consumo de todo tipo de carne (boi, frango, peixe, frutos do mar). Os motivos que levam uma pessoa a adotar uma dieta vegetariana são diversos. Entre eles estão: saúde, meio ambiente, compaixão pelos animais e religião.
Existem várias formas de vegetarianismo, classificadas de acordo com o grau de restrição de alimentos:
Ovo-Lacto-Vegetarianos - Consomem ovos, leite e derivados. É a forma mais comum de vegetarianismo.
Lacto-Vegetarianos - Consomem leite e derivados. Não consomem ovos. Geralmente relacionados com filosofias indianas. Esta é a característica alimentar da maioria da população indiana.
Vegans ou Vegetarianos Puros - Não consomem nenhum produto de origem animal, inclusive ovos, leite e derivados, gelatina e mel. Os vegans vão ainda além da questão alimentar, abstendo-se também do consumo de lã, couro e cosméticos que contenham derivados animais ou que tenham sido testados em animais. É a forma mais completa e mais rara de vegetarianismo, apesar do número de adeptos estar crescendo ultimamente.
Pessoas que incluem carnes em sua alimentação são chamadas de omnívoras.
Estudos científicos constantemente provam os benefícios que uma dieta vegetariana proporciona, que vão desde melhor desempenho nos esportes à reversão de doenças do coração:
Controle de Peso: Uma dieta isenta de produtos animais é pobre em gordura, o que reduz o conteúdo calórico da refeição. Além disto, outros fatores como o conteúdo de fibras da dieta também contribuem para a redução e manutenção do peso ideal. Para obter a mesma quantidade de calorias, a pessoa precisa ingerir uma quantidade maior de alimentos, o que possibilita mais saciedade com menos calorias.
Redução do Risco de Doenças do Coração: Além de ser mais pobre em gordura, uma dieta sem produtos animais (carnes, ovos, leite e derivados) é totalmente isenta de colesterol. A abundância de fibras da dieta ainda ajuda o organismo a eliminar o colesterol excessivo.
Redução do Risco de Desenvolver Câncer: Os alimentos de origem vegetal são muito ricos em vitaminas e minerais que são de fundamental importância para uma boa saúde. A baixa quantidade de gordura e a abundância de fibras presentes nestes alimentos também contribuem para a redução do risco de desenvolver várias formas de câncer.
Outros Benefícios: Melhora a disposição e energia, possibilita a descoberta de novos alimentos, reduz o risco ou amenizar os efeitos de doenças degenerativas como osteoporose, obesidade e hipertensão, reduz os sintomas ou elimina alergias e artrites, evita sofrimento de animais, reduz as agressões ao meio ambiente.
Uma dieta vegetariana é um passo obrigatório no caminho de uma vida saudável!
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Muitos se perguntam o que resta para um vegetariano puro (vegano) comer já que ele elimina todos os alimentos de origem animal de sua alimentação. Veja só quantos alimentos ainda sobram:
Vegetais: folhas, legumes, brotos
Cereais: arroz integral, trigo, aveia, milho e cevada
Leguminosas: feijão, lentilha, grão-de-bico, soja, ervilha
Tubérculos: batata, mandioca, mandioquinha, cará, inhame
Frutos oleaginosos: nozes, amêndoas, castanhas, avelã
Frutas: banana, caqui, pinha, fruta do conde, mamão, figo, tâmara, frutas secas, manga, uvas, ameixa doce, pêssego doce, pêra, maçã, abacaxi, morango, maracujá, frutas cítricas, carambola, kiwi, tomate, maçã fuji e maçã verde, melão, melancia.
Enfim, tudo que é vegetal. Dá pra comer bem, não dá? Os ovo-lacto-vegetarianos ainda incluem em seus cardápios os ovos, o leite e seus derivados.
O mais provável é que a dieta vegetariana traga muitos benefícios para quem a pratica, mas alguns cuidados são necessários.
Em primeiro lugar, a pessoa deve procurar a orientação profissional de um nutricionista, como em qualquer transição alimentar. Não é incomum que vegetarianos se queixem de terem procurado um nutricionista e terem sido mal orientados na sua opção alimentar, muitas vezes tendo recebido a recomendação de voltar a comer carne. A verdade é que os profissionais desta área estão mal preparados, desde a faculdade, para lidar com pacientes vegetarianos, por isso é importante buscar dentre os poucos nutricionistas que se especializam em dietas vegetarianas ou alternativas.
A informação é a principal arma de quem busca adotar uma dieta vegetariana. É preciso conhecer novos alimentos, aprender novas receitas e saber quais são as fontes dos nutrientes mais importantes. Quanto mais informada a pessoa estiver, mais apta ela estará a discernir entre fatos e mitos, o qu eé muito importante quando se trata de nutrição vegetariana.

Uma das questões mais rodeadas de mitos no vegetarianismo é a questão em torno da proteína. Os alimentos vegetais são capazes de suprir o organismo com toda a proteína necessária, seja para uma criança, um idoso ou até mesmo um atleta. Na verdade, existem muitos atletas vegetarianos famosos, como Emerson Fittipaldi, Éder Jofre, Carl Lewis,
Vale saber também que existem muitas crianças vegetarianas (e até mesmo vegans) e elas podem crescer saudáveis e felizes neste estilo alimentar desde o nascimento. Neste caso, alguns cuidados especiais devem ser observados e se torna ainda mais importante a presença de um profissional especializado em nutrição vegetariana.
Boas fontes de proteína são as leguminosas (feijão, soja, grão-de-bico, ervilha, lentilha), as castanhas e o brócolis. Quando a dieta não é rica em alimentos refinados, não há grandes preocupações com a proteína ou o ferro.
O ferro é outro nutriente polêmico da alimentação vegetariana e igualmente rodeado de mitos. Será que o vegetariano corre risco de anemia por não consumir carne vermelha? É verdade que a carne vermelha tem muito ferro, mais ferro que os vegetais em geral, mas isto não significa que os vegetais não possam suprir as necessidades de ferro do organismo. Desde que se assegure que alguns estejam presentes na dieta, o vegetariano pode ficar tranqüilo. Boas fontes de ferro são: soja, tofu (queijo de soja), feijão, vegetais de folha verde-escura (brócolis, couve), amêndoas, semente de girassol, damasco seco e figo seco.





