“Natura Saúde”

Ecologia e Saúde

Ayurveda - Princípios

A Ayurveda é um sistema médico e terapêutico natural. Baseia-se no princípio de que o homem é um ser vivo, como tudo e todos, parte integrante da Natureza e utiliza, por isso, tudo aquilo que a Natureza lhe oferece. Não rejeita nada, mas dá preferência a um regime alimentar vegetariano. Não tem dogmas e é flexível: cada caso é estudado individualmente e inserido no momento em que se encontra. Toma sempre em consideração dois aspectos: o Prakruti e o Vrikruti.
Prakruti é o dosha de origem, ou seja a constituição da pessoa e que não pode ser alterado.
Vrikruti é o dosha em desequilíbrio e, portanto, causador da doença, ou seja, a condição do momento em que a pessoa se encontra, e este, sim, pode e deve ser corrigido.

Segundo a Ayurveda, os princípios básicos da saúde são: Nutrição correcta, Fitoterapia (uso de plantas medicinais), Repouso, Meditação, Actividade Sexual Equilibrada e Exercício Físico Progressivo.
Ou seja, tratar do equilíbrio do próprio corpo depende de correcta nutrição, descanso e exercício. Trabalhar com estas áreas de manutenção assegura bem estar e uma vida longa e produtiva. Com o avançar da idade, equilibrar estes factores torna-se, por vezes, difícil. A falta de exercício, por exemplo, acarreta uma série de problemas físicos e emocionais. A falta de meditação, ansiedade, stress, falta de centramento e de Presença no Agora, aumentando, portanto, a visão dualista e separatista. A falta de repouso, stress e condições de desequilíbrio propícias para a doença se manifestar. E, finalmente, uma alimentação desequilibrada, carências de vitaminas, sais minerais e oligoelementos, más digestões, consequente formação de toxinas e, mais uma vez, condições propícias à manifestação da doença.

Então, o que é o Ayurveda? É a antiga Medicina Indiana. Ayur significa, literalmente, Vida e Veda, conhecimento, ciência. A Ciência da Vida. A Ayurveda é a mais antiga medicina, com mais de 5000 anos, base de todas as outras. É o sistema de saúde mais holístico que existe. A Ayurveda utiliza-se de métodos yogues, como os asanas (posturas) e pranayamas (respiração), para tratar as doenças físicas e mantras e meditação para tratar a mente e desenvolvimento espiritual.
A antiga visão da cura, prevenção e longevidade, era parte da tradição espiritual. Vyasa Deva, o famoso sábio, preservou o conhecimento completo do Ayurveda na forma escrita, juntamente com grande discernimento espiritual de ética, virtude, e auto-realização.
Os métodos usados para descobrir esse conhecimento de ervas, comidas, aromas, cristais, cores, yoga, mantras, estilo de vida, e cirurgia são fascinantes e variados. Os sábios, clínicos/cirurgiões daquele período eram pessoas profundamente santas e devotas, que viam a saúde como uma parte integral da vida espiritual.
Existem três tratados principais: Charak Samhita, Sushrut Samhita e o Ashtanga Hridaya Samhita, com mais de 1200 anos, que contêm o conhecimento original e completo do Ayurveda e são usados até hoje. Charak representa a escola de medicina de Atreya, abordando fisiologia, anatomia, etiologia, patogênese, sintomas, e sinais da doença, metodologia de diagnósticos, tratamento, e medicação do paciente, prevenção e longevidade. Também são consideradas as causas internas e externas das doenças. Charak sustenta que a causa primeira da doença é a perda da fé no Divino. Neste tratado, Charak Samhita, uma secção inteira é dedicada às aplicações médicas e terapêuticas das ervas, regime alimentar e reversão do envelhecimento.
As causas internas estão relacionadas com a falta de reconhecimento da unidade com o Todo, com a Natureza: as pessoas não reconhecem que a Força Vital está presente em tudo, incluindo elas mesmas, e essa visão separatista da vida cria uma lacuna. Esta lacuna causa um anseio/sofrimento por uma aspiração de unidade. Este sofrimento manifesta-se como o início de doença espiritual, mental e, finalmente, física.
As causas externas incluem hora do dia, as estações do ano, o clima, regime alimentar e estilo de vida.

A doença desenvolve-se em seis estágios, a saber: 1) agravamento, 2) acumulação, 3) excesso, 4) migração, 5) formação num novo local, e 6) a manifestação da doença reconhecida.
Actualmente, na Medicina Convencional, através de equipamentos e diagnósticos modernos pode apenas detectar-se uma enfermidade quando ela atinge o 5o e o 6o estágios. Segundo os métodos Ayurvédicos, pode reconhecer-se uma doença em formação antes dela criar desequilíbrios mais sérios no corpo. O conceito de Saúde não existe, uma vez que a perfeição também não existe. Assim, a “saúde” é vista como um equilíbrio entre os humores biológicos, enquanto a doença é um desequilíbrio dos humores. Ayurveda cria equilíbrio suprindo os humores deficientes e reduzindo os que estão em excesso. A Cirurgia, por exemplo, é vista como o último recurso.

Adicionalmente, existem mais de 2000 plantas medicinais classificadas na literatura médica Indiana. Uma única terapia, conhecida como pancha karma (literalmente: cinco acções), remove completamente as toxinas do corpo. Este método reverte o caminho da doença a partir do seu estágio de manifestação, de volta para a corrente sanguínea, e finalmente dentro do trato gastrointestinal (o local original da doença). Isto é obtido através de regimes alimentares específicos, massagem com óleo, e terapia com vapor. No fim destas terapias, formas especiais de vómito, purgação (purificação), e enema removem o excesso dos locais de origem. Este processo terapêutico leva ao rejuvenescimento – reconstruindo as células do corpo e os tecidos depois das toxinas terem sido removidas.


Ervas que Curam:
Alfazema
Banho desintoxicante de mostarda
Chá Anti-Ama
Gengibre

Alfazema

Planta muito popular nativa da região mediterrânica, anti-séptica e antibacteriana. Todas as partes da planta são aromáticas, sobretudo as flores de côr azulada / lilás associada ao Verão.

Os Romanos utilizavam-na para perfumar a água do banho. Também se utiliza para afugentar insectos e eficaz contra a traça.

Usos Medicinais:
Sedativa e calmante. Reduz o stress mental. Especialmente indicada para tratamento da ansiedade, depressão, dores de cabeça, apoplexia, paralisias, asfixia, catarro, todas as doenças nervosas, digestões diifíceis, espasmos e flatulência, vómitos nervosos, atrasos na menstruação, febres e sarampo. Pode ser usada directamente sobre a pele, para aliviar queimaduras, desinfectar pequenas feridas. Os banhos terapêuticos aliviam as dores reumáticas, problemas circulatórios e baixam a febre.

Preparação:
Infusão de cerca de 15 gr de flores secas para 1 litro de água. Deve-se beber quente, 3 a 4 vezes por dia. Para insónias, 1 chávena com 1 colher de mel ao deitar. No banho, utilize cerca de 20 a 30 gotas de óleo essencial ou junte 1 litro do chá coado. Para massagem, utilize algumas gotas do óleo essencial (puro ou diluído num óleo base tal como: óleo de sésamo, óleo de jojoba, amêndoas doces, etc.) massajando as mãos, os pulsos, a nuca, por detrás das orelhas, a testa (cuidado com os olhos) ou qualquer parte do corpo que precise de ser massajada, relaxada; nas articulações deve fazer movimentos circulares de dentro para fora.

Precauções:
Esta planta não tem contra-indicações. No entanto, deve ser utilizada com cuidado durante a gravidez. O óleo essencial pode ser aplicado directamente sobre a pele mas não deve ser ingerido.

Banho desintoxicante de mostarda

Com óleos essenciais de Alfazema, Eucalipto, Alecrim e Tomilho (10 gotas de cada) misturados em óleo de Mostarda (2 c. sopa) (ou então reduzir a pó numa “1,2,3″ 1 colher de sopa de grãos de mostarda que se juntam aos óleos essenciais indicados). O ingrediente segredo Ayurvédico é a mostarda há muito conhecida pelo seu poder de desintoxicar e aliviar dores no corpo. O calor da mostarda gentilmente abre os poros e favorece a desintoxicação de impurezas. Para fazer um programa de desintoxicação, tome 4 banhos por semana: junte o preparado acima indicado ao banho de imersão e deixe-se ficar cerca de 20 a 30 minutos. De seguida, vista-se e não apanhe frio. Este banho é refrescante no Verão e aquece e tonifica no Inverno.

NOTA: quando decidir fazer um programa de banhos desintoxicantes deve igualmente fazer uma alimentação desintoxicante (sob o conselho de um técnico de saúde) durante esse período e beber água quente (pequenas quantidades várias vezes ao dia).

Chá anti Ama (anti toxinas)
Ferver 1 litro de água. Quando estiver a ferver, apagar o lume e juntar de imediato: 8 a 10 rodelinhas de gengibre fresco lavado e com casca (se não estiver rugosa e velha), 1 colher de sobremesa de cominhos, 1 c. de sobremesa de erva doce, 6 grãos de pimenta preta, 6 a 8 folhas de hortelã. Deixar de infusão 10 minutos e beber em jejum. Ir bebendo ao longo da manhã, para limpar o organismo, sempre quente (pode aquecer sem deixar ferver). Quando comer, acaba o processo de limpeza. Pode também beber este chá a seguir às refeições para activar o Agni (fogo digestivo) e melhorar assim a digestão.

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Os Benefícios do Gengibre

( Zingiber officinale, Roscoe)

Atênção : este estudo visa apenas fornecer informações sobre saúde preventiva.

1. Nomenclatura

Nome científico : Zingiber officinale, Roscoe.

Nome tibetano: bca’ega

Nome sânscrito: sunthi (desidratado)
andrak (fresco)

Nome popular: gengibre

2. Princípios Ativos

- citral, 1,8-cineol, zingibereno, bisaboleno, geraniol, acetato de geranila, gingeróis, chugaóis, zingiberol, ?-canfeno, ß-felandreno, borneol, linalol, acetatos e caprilatos de zingibero.
- Amido; proteínas; gorduras; princípios amargos; ácidos orgânicos; sais minerais e resinas.

3. Propriedades medicinais

O gengibre foi introduzido no Brasil no século XVI pelos colonizadores.
Apresenta muitas propriedades medicinais devendo fazer parte da farmácia natural de todas as residências.

As suas características ayurvédicas podem ser classificadas de acordo com as seguintes características:

· Rasa (sabor resultante do contato do alimento com a língua) : picante
· Virya (propriedade térmica do alimento ao chegar no estômago) : quente
· Vipak (pós-digestivo) : doce

O gengibre é quente em potencial, leve e gorduroso. Alivia khapa e vata. Estimula a digestão, alivia a constipação e é um tônico cardíaco.
Faz parte de um grupo de árvores - drogas naturais - chamada tryasuna, que possuem efeitos semelhantes.
Tryasuna é picante e potencialmente quente.
O gengibre na medicina ayurvédica trata obesidade, possui ação na doença asmática, resfriados, slipada (elefantíase) e rinite crônica.
O Dr. Krishna Srivastava, da universidade de Odense, na Dinamarca, pesquisou onze condimentos e descobriu que sete deles tinham efeitos anticoagulante. Os mais potentes foram cravo, gengibre, cominho e açafrão.
O gengibre realmente é um poderoso anticoagulante nos seres humanos, como descobriu Charles R. Dorso, M.D., da Faculdade de Medicina da Cornell University.
O Dr. Dorso relatou que o agente ativo era o gingerol, um componente do gengibre quimicamente semelhante à aspirina.
O gengibre também é um excelente remédio para enjôo ou náuseas e , diferentemente das drogas, não provoca efeitos colaterais, nem sonolência, pois o gengibre não atua através do sistema nervoso. Vários estudos comprovam este fato.
Acrescentar um pouco de gengibre para bloquear os gases produzidos por alguns alimentos como a ervilha, realmente são benéficos. Pesquisadores da universidade G.B. Pant, na Índia, documentaram sua eficácia, após estudarem a ação antiflatulência do gengibre.
Dr. Krisnha C. Srivastava também estudou a ação antiflatulência do gengibre, já que afeta as prostaglandinas (substâncias que ajudam a controlar respostas inflamatórias envolvendo a histamina e a dor)
Na verdade, o gengibre funciona de forma bastante semelhante à aspirina, bloqueando a síntese de prostaglandina e levando à redução da inflamação e da dor.
Em estudo feito com um paciente, o mesmo foi orientado a ingerir 500 a 600mg (aproximadamente um terço de uma colher de chá) de gengibre em pó misturado com água pura. Em 30 minutos percebeu-se o efeito no alívio da dor de cabeça. Nos três ou quatro dias seguintes ela continuou a ingerir o preparado (4x ao dia).
O gengibre tem sido utilizado na Índia há milhares de anos para o tratamento de doenças reumáticas.
Um outro estudo também mostra que o gengibre pode acelerar o metabolismo, queimando calorias e, desta forma, auxiliando no tratamento da obesidade.
De acordo com a Dra. Vinod Verma o pó também pode perder as propriedades farmacêuticas. O gengibre seco conseguido no ocidente não é comparável ao sunthi, pois na Ayurveda existe um método especial para secá-lo.

O gengibre sempre é indicado em programas de desintoxicação.
Dr. Vasant Lad orienta os seguintes cuidados:

· Uma colher de gengibre fresco com uma pitada de sal funciona como aperitivo.
· Tomar lassi com uma pitada de gengibre ou cominho em pó ajuda na digestão.
· Um copo de leite com gengibre tomado antes de dormir é nutritivo e acalma a mente.
· Em caso de febre, é recomendável fazer um jejum com infusão de gengibre (chá).

Gengibre

Originário da Ásia. É utilizada na medicina e na culinária. Entra em inúmeros pratos de origem asiática, aos quais confere um sabor ligeiramente picante e aromático. Estimula a circulação, é vasodilatador e anticoagulante.

Usos Medicinais:
Tem acção antiespasmódica, antipirética, analgésica e anti-inflamatória. Excelente no tratamento de problemas inflamatórios crónicos, como a artrite. Esta planta é indicada sobretudo para problemas do sistema circulatório, digestivo e respiratório. Melhora a digestão, regula o fígado, reduz os níveis de colesterol no sangue, inibe a oxidação das lipoproteínas de baixa densidade (LDL). Em uso externo, o óleo essencial é utilizado para massajar áreas afectadas pelo reumatismo e dores musculares.

Preparação:
Infusão: deixe ferver a água e junte 6 a 8 fatias fininhas de gengibre fresco lavado e com pele (desde que não esteja muito rugosa). O gengibre é tão subtil que não deve ferver. Deixe em infusão cerca de 10 minutos e beba quente em jejum, depois das refeições, ou antes de se deitar (cfr. os casos). Pode comer os pedaços de gengibre, se gostar. Na massagem, utilize 10 gotas do óleo essencial de gengibre misturado num óleo base (óleo de sésamo, óleo de girassol, óleo de mostarda para casos reumáticos ou artrite muito agudos) e massaje as áreas afectadas em movimentos circulares até o óleo ser todo absorvido. Depois coloque uma toalha quente e húmida por cima e retire assim que arrefecer, tapando de seguida para manter o calor.


Gengibre

Usos medicinais
Como planta medicinal o gengibre é uma das mais antigas e populares do mundo. Suas propriedades terapêuticas são resultado da acção de várias substâncias, especialmente do óleo essencial que contém canfeno, felandreno, zingibereno e zingerona.

Popularmente, o chá de gengibre, feito com pedaços do rizoma fresco fervido em água, é usado no tratamento contra gripes, tosse, resfriado e até ressaca. Banhos e compressas quentes de gengibre são indicados para aliviar os sintomas de gota, artrite, dores de cabeça e na coluna, além de diminuir a congestão nasal,cólicas menstruais e um tipo de câncer.

Desde a Antigüidade, o gengibre é utilizado na fabricação de xaropes para combater a dor de garganta. Sua ação anti-séptica pode ser a responsável pela fama, tanto que muitos locutores e cantores revelam que entre os seus segredos para cuidar bem da voz está o hábito de mastigar lentamente um pedacinho de gengibre. No entanto, esse hábito (mascar gengibre e em seguida cantar ou falar, enfim, fazer uso da voz) é contra-indicado visto que o gengibre possui também propriedades anestésicas e esta “anestesia tópica” diminui o controle da emissão vocal, favorecendo o aparecimento de abusos vocais.

No Japão, massagens com óleo de gengibre são tratamentos tradicionais e famosos para problemas de coluna e articulações. Na fitoterapia chinesa, a raiz do gengibre é chamada de “Gan Jiang” e apresenta as propriedades acre e quente. Sua ação mais importante é a de aquecer o baço e o estômago, expelindo o frio. É usada contra a perda de apetite, membros frios, diarréia, vômitos e dor abdominal. Aquece os pulmões e transforma as secreções. Na medicina Ayurvédica, o Zingiber officinale é conhecido como “medicamento universal”.

Recentemente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu a ação dessa planta sobre o sistema digestivo, tornando-a oficialmente indicada para evitar enjôos e náuseas, confirmando alguns dos seus usos populares, onde o gengibre é indicado na digestão de alimentos gordurosos.

Cultivo
Os rizomas da planta, as partes subterrâneas e comestíveis, são os responsáveis pela propagação vegetativa. A produção no Brasil é pequena e quase totalmente absorvida pelo mercado externo. Para o cultivo, o solo ideal deve ser argilo-arenoso, fértil e de boa drenagem. A cultura necessita de muita água, mas não suporta encharcamento. De acordo com os técnicos do Instituto Agronômico do Paraná, o plantio deve ser feito no início da estação das chuvas.

O gengibre prefere solos com pH entre 5,5 e 6,0 e a correção com calcário deve ser feita no mínimo três meses antes do plantio. Os sulcos de plantio precisam ter cerca de 15 centímetros de profundidade e a distância recomendada entre os rizomas é de 5 a 8 centímetros. Depois de plantados, os rizomas são cobertos com uma camada de 10 centímetros de terra.

Embora resistente, o gengibre necessita de alguns tratos culturais: a chamada “amontoa” (o rizoma cresce para cima, portanto, é preciso cobri-lo periodicamente com terra), a irrigação e o controle de pragas. O ciclo da planta varia de sete a dez meses. Os rizomas estão no ponto de colheira quando as folhas começam a amarelar.

O gengibre tem ação bactericida, é desintoxicante e acredita-se também que possua poder afrodisíaco. Suas propriedades afrodisíacas e estimulantes são conhecidas há séculos. Na medicina chinesa tradicional, por sua reconhecida ação na circulação sangüínea, ele é utilizado contra a disfunção erétil. Uma pesquisa da Unicamp, realizada em coelhos, comprovou os efeitos. Além disso, o óleo de gengibre também é utilizado para massagear o abdome, provocando calor ao corpo e excitando os órgãos sexuais.

O gengibre possui sabor picante e pode ser usado tanto em pratos salgados quanto nos doces e em diversas formas: fresco, seco, em conserva ou cristalizado. O que não é recomendado é substituir um pelo outro nas receitas, pois seus sabores são muito distintos: o gengibre seco é mais aromático e tem sabor mais suave.

O gengibre fresco é amplamente utilizado na China, no Japão, na Indonésia, na Índia e na Tailândia. No Japão costuma-se usar o suco (com o gengibre espremido) para temperar frango e as conservas (beni shouga) feitas com os rizomas jovens são consumidas puras ou com sushi. Já o gengibre cristalizado é um dos confeitos mais consumidos no Sudeste Asiático.

O seu caule subterrâneo é utilizado como especiaria desde a antiguidade, na culinária e na preparação de medicamentos
Dica para cristalizar gengibre:

Retire a pele e corte-o em fatias finas. Coloque em uma panela e cubra com água. Deixe cozinhar até que fique macio, por cerca de 30 minutos. Escorra a água e coloque na panela a mesma quantidade de açúcar que a de gengibre. Adicione um pouco de água e deixe levantar fervura. Mexa o tempo todo, até o gengibre ficar transparente e o líquido evaporar. Retire da panela e passe os pedaços de gengibre no açúcar. Guarde num vidro limpo e seco, bem fechado e use antes de completar três meses.

Quentão

Quanto ao bom e velho quentão das festas juninas, existem várias versões. Algumas bem típicas de determinada região do Brasil. Esta receita é uma das mais básicas:

Ingredientes
1 litro de cachaça ou aguardente
5 limões
1 pedaço de gengibre cortado em pedacinhos
4 cravos
3 paus de canela
1/2 litro de água
1 copo de açúcar
Preparo
Numa panela grande ou caldeirão, misture todos os ingredientes e deixe ferver. Depois, coloque em uma chaleira e mantenha sempre quente.

Gengibre - Wikipedia

“As Ervas Curam”

“Mutatis Mutandis”

1 Comentário

  1. мαℓυ™® disse,

    Dezembro 3, 2007 às 12:24 pm

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